Paraná: Professores temporários em greve não perderão as aulas

Decisão é do Ministério Público do Trabalho

De acordo com informações divulgadas pela APP Sindicato, entidade que representa os professores da rede estadual do Paraná, após uma audiência de conciliação realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT), nesta quarta-feira (10), ficou decidido que os professores temporários (PSS) que aderirem à paralisação não terão os contratos rescindidos.

A categoria apresentou uma denúncia ao órgão indicando que funcionários em greve estariam sofrendo perseguição. Participaram da audiência de conciliação representantes do sindicato, da procuradoria-geral do Estado e da Secretaria de Estado da Educação (Seed). Também ficou decidido que os diretores não vão receber processos administrativos por conta de participação na greve.

A paralisação parcial na rede estadual de ensino chega a 16 dias nesta quinta-feira (11). Durante a semana, a categoria ocupou as galerias da Assembleia Legislativa e destacou que só vai deixar a frente do Palácio Iguaçu após nova negociação com o Governo do Estado.

Críticas - Pais e responsáveis pelos estudantes entraram em contato com a Paiquerê FM 98.9 e reclamaram que os alunos precisam comparecer às escolas, já que nem todos os professores aderiram à paralisação, mas que ficam períodos ociosos, com aulas vagas. Entramos em contato com o Núcleo Regional de Ensino e a orientação, emitida pela Secretaria de Educação, e que os responsáveis procurem a direção da escola e peçam a elaboração de um horário especial, considerando os professores que estão trabalhando. Essa orientação já foi repassada, inclusive, aos diretores. O objetivo, segundo a direção do Núcleo, é que os estudantes tenham o máximo de aulas possíveis em um dia, diminuindo a quantidade de aulas vagas.

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