Greve de fome de professores completa 72 horas em Curitiba

As inscrições do Processo Seletivo Simplificado (PSS) iniciaram em 11 de novembro e seguem até as 18h de segunda-feira (23)

Os 24 servidores estaduais, que estão acampados em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, em Curitiba, completaram neste domingo (22), 72 horas em greve de fome. Os educadores pedem a revogação do edital de contratação de o Processo Seletivo Simplificado (PSS).

“O governo até o momento não apresentou resposta às principais reivindicações da categoria: revogação do edital 47 sobre prova pra PSS (temporários), pagamento de direitos de carreira que estão congelados e prorrogação do contrato de 9 mil funcionários. As pautas são, principalmente, para evitar o desemprego de quase 30 mil profissionais da educação entre professores e funcionários”, diz o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Paraná (APP-Sindicato).

De acordo com a APP-Sindicato, os servidores em greve de fome estão acompanhados por equipes médicas e voluntários que se revezam para auxiliar no que for necessário. Uma decisão judicial definiu multa de R$ 30 mil diária caso não deixassem o prédio do Palácio Iguaçu. “Um dos assuntos que avançou é a implantação do pagamento do salário-mínimo regional a todos os servidores do Estado que ainda não recebem o piso estadual. A implantação deve ocorrer em dezembro, em folha complementar, e o valor será retroativo a janeiro de 2020”, disse a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed).

O Processo Seletivo Simplificado (PSS) para professores chegou à marca de 20 mil candidatos inscritos, com ampla maioria paranaense, mas com postulantes de todas as regiões do País. As inscrições iniciaram em 11 de novembro e seguem até as 18h de segunda-feira (23). O número de inscritos já é cinco vezes maior que o número mínimo de vagas que prevê o edital (47/2020) da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, de 4 mil professores temporários para 2021. O número pode ser ampliado.

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